Projetos de arquitetura ganham espaço em ambientes corporativos

Empresas investem em design para melhorar os resultados financeiros e operacionais

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Cada vez mais, empresas  estão investindo em projetos de arquitetura para melhores resultados financeiros e operacionais. Isso porque, o papel de um arquiteto em um ambiente corporativo vai muito além de decorações e layouts. Além de ajudar a fortalecer a identidade de uma marca e causar uma boa impressão nos clientes, a decoração é importante para otimizar espaços, criar uma maior sinergia entre os funcionários e interligar os setores, deixando a rotina da empresa mais fácil e prática.

Segundo o arquiteto Junior Piacesi, responsável pelos projetos de empresas como American, Ventanas da Serra e Massari, o principal desafio é a criação de ambientes funcionais, capazes de agilizar os processos de produção e ajudar no fluxo de informação. “Isso tudo, sem esquecer de adaptar as normas da ABNT ao local”, conta.

De olho nas tendências dos maiores salões de móveis do mundo, como a Feira de Móveis de Milão, Junior destaca algumas ações importantes para a arquitetura corporativa. Em seus projetos, o arquiteto gosta de apostar em móveis inteligentes, para melhor aproveitamento do espaço. “Mesas que viram prateleiras quando suspensas e mesas que viram balcões, por exemplo, são ótimas escolhas para esse tipo de local”, diz.

Trocar as tradicionais paredes pelas divisórias também é importante para a saúde da empresa. “É necessário ajudar na socialização, assim, as informações chegam mais rápido. O ideal é que as divisórias sejam baixas e feitas com materiais acústicos. Sem contar que esses móveis são mais fáceis de montar, são mais baratos do que construir salas, e ficam mais arrojados”, garante Piacesi.

Detalhes como a iluminação fazem toda a diferença em ambientes corporativos. Uma alternativa, segundo o arquiteto, são as mesas com luzes individuais. “A iluminação é a maior responsável pelo conforto. Se muito clara, cansa a vista. Se muito escura, também. O ideal é aproveitar a luminosidade natural. Mas, caso o ambiente não tenha amplas janelas, pode-se colocar luzes em cada mesa. Elas garantem, ainda, mais economia na conta”.

A arquitetura empresarial está tão em alta, potencializada pelo surgimento de novas marcas de móveis especializados, que este ano, a Feira de Milão apresentou, pela primeira vez, o Salão do Ufficio, voltado para ambientes corporativos. “É um mercado que está em expansão, pois as pessoas, hoje em dia, ficam mais tempo no trabalho do que em casa.”, conclui.

A arquitetura corporativa deve expressar o DNA da empresa e o que ela pretende alcançar. Feita com sucesso, contribui para uma estrutura de trabalho mais ágil e organizada. “Uma boa arquitetura empresarial pensa até na economia de papel que a empresa terá”, garante Piacesi.