Primeira exposição de Mônica Mendes traz retratos inéditos

Mostra estará em cartaz no Museu Inimá de Paula, a partir do dia 4 de agosto

Monica Mendes

“Sempre gostei de gente. O potencial do ser humano me encanta e me impressiona. Emoções, tristezas, alegrias, superações. Esses sentimentos inerentes aos seres humanos me levaram a querer pintá-los. Minha avó, minha mãe e minha tia pintavam. E eu ali, criança, observava as imagens surgindo no movimento da espátula, como mágica! Não tinha como não querer fazer igual”. É assim que a retratista Monica Mendes define seu primeiro trabalho, “Expressões da minha gente”, que estará em cartaz entre os dias 4 de agosto a 6 de setembro, no Museu Inimá de Paula.

São 87 quadros que revelam expressões particulares de pessoas que fizeram parte da vida da artista. Segundo a curadora Guiomar Lobato, o ofício de Mônica é diferenciado pela sua técnica, os ângulos usados e a expressão corporal que convidam o interlocutor a dialogar com as obras, mesmo não conhecendo os personagens. “A gente parte de conversas de amigas que se abraçam. É a mágica do pincel, dos claros-escuros, do talento sensível de Mônica, que mostra nesta exposição um profundo conhecimento da alma humana e a convicção da capacidade de interação dos homens ainda que desconhecidos. É impossível não se sentir íntimo de alguém retratado nas telas”, diz Guiomar.

Nascida em Belo Horizonte, Mônica reside há 25 anos na Flórida, com passagens por São Francisco e Trujilo. Na bagagem, traz formações distintas como Relações Públicas, Educação Física, e mestrado em artes.

O Museu Inimá de Paula fica aberto às terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 18h30, quinta das 12h às 20h30, e aos domingos das 12h às 18h30. A entrada é gratuita.

SERVIÇO

EXPRESSÕES DA MINHA GENTE, DE MÔNICA MENDES

Data: 4 de agosto a 6 setembro.

Local: Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1201 – Centro).
Horários: terça, quarta, sexta e sábado: 10h às 18h30;
Quinta: 12h às 20h30;
Domingo: 12h às 18h30;
Informações: (31) 3213-4320

ENTRADA GRATUITA.

Pejo/Desejo/Pejo, de Alê Brandão, aborda o mundo do consumo em fotografias e instalações

Exposição, que tem entrada gratuita, estará em cartaz no Museu Inimá de Paula

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Pinturas, fotografias, instalações e gravuras se misturam entre a cultura de rua e as artes visuais contemporâneas, no novo trabalho do badalado artista paulista Alê Jordão. Denominada de Pejo/Desejo/Pejo, a exposição estará em cartaz no salão principal do Museu Inimá de Paula, de 17 de julho a 18 de agosto. Com curadoria de Marcelo Vasconcelos e Walton Hoffmann, o artista faz um apanhado de suas recentes mostras bem sucedidas, agregando várias composições inéditas. “A surpresa é um vértice importante nas composições de Alê”, garante Hoffmann.

Na série “Paixão e Compulsão”, Alê Jordão faz um discurso crítico-conceitual sobre o consumismo, expondo em fotografias reproduções em grande escala de tíquetes de compras e notas fiscais, em geral, de transações de altos valores na aquisição de objetos de luxo. A partir de sua própria coleção, com mais de dois mil pares de sneakers, ele criou um “tapetão de tênis”, como define, com mais de 300 modelos expostos.  “Tem pessoas que compram algo caro para se exibir e tem aqueles que escondem o que compram. O que a pessoa está vestindo é o quanto ela vale naquele momento”, explica o artista.

Jordão tem como principal fonte de inspiração a vida cosmopolita. Gula, sexo, jogos, drogas e outros vícios que permeiam a vida moderna também são ratificados na mostra. “Eu faço parte desse consumismo e é ele que me leva à minha arte. Se me mandarem criar em uma fazenda, por exemplo, não vou conseguir. Esse trabalho vem do meu estilo de vida”, conta.

Fragmentos da mostra “Spectrum”, também estarão presentes em Pejo/Desejo/Pejo. O artista se apropriou do carro twingo, do jornalista Ricardo Boechat para criar instalações, também em grandes escalas, de luzes e sombras. Uma das peças icônicas da exposição é o skate feito de metal, com partes do carro, que acompanha o artista em várias exposições. “Uso o universo abstrato, mas o conteúdo é forte. Quero chegar justamente ao lugar onde se falam em sentimentos e sensações”, diz.

O pejo, aquela pequena vergonha que sentimos de algo moralmente errado, chamou a atenção dos curadores da exposição. Marcelo Vasconcelos destaca que o artista está acima da média daqueles formados na nova geração. Segundo Walton Hoffmann, Alê consegue abordar temas emblemáticos, de forma incisiva e suave. “Uma vez, o Iberê Carmargo (pintor brasileiro) me disse que se um artista tem medo, ele não sai do lugar. O Alê tem coragem e uma profunda eficiência na arte, desde a pintura até a instalação. Tudo que ele faz de experimento tem um valor arrojado e muito frescor”, pontua Hoffmann.

SOBRE O ARTISTA

Alê Jordão nasceu e vive em São Paulo. Estudou na FAAP na segunda metade dos anos 1990, com Sandra Cinto, Dora Longo Bahia, Paulo Pasta, Felipe Chaimovich, Edu Brandão, Carmela Gross, Regina Silveira e Nelson Leirner. Complementou seus estudos na Domus, em Milão, escola originária da experiência da arquitetura pós-moderna italiana dos anos 1970 e 1980. Participou por sete anos consecutivos da Casa Cor de São Paulo e expôs em galerias em Bruxelas, Paris, Milão, Nova York, Miami, Los Angeles, Ibiza, além da Casa Cor Europeia, em Estocolmo, e na Bienal de Roma, no qual foi premiado, em 2014, com o trabalho “No chair”.

SERVIÇO

PEJO/DESEJO/PEJO, DE ALÊ JORDÃO

Data: 17 de julho a 18 de agosto.

Local: Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1201 – Centro).
Horários: terça, quarta, sexta e sábado: 10h às 18h30;
Quinta: 12h às 20h30;
Domingo: 12h às 18h30;
Informações: (31) 3213-4320

ENTRADA GRATUITA.

Entrar em contato com as artes desde cedo é fundamental para o aprendizado escolar, aponta estudo

Projeto educativo do Museu Inimá de Paula contribui para a educação e inclusão social através da cultura

BRAZIL- MINAS GERAIS - BELO HORIZONTE- Works by Brazilian photographer Gualter Naves. Visita escolar ao Museu Inim‡. Exposi‹o Hotel Esplendido e Incurs›es. .

Uma pesquisa feita pelo Crystal Bridges Museum of American Art, nos Estados Unidos, com 11 mil estudantes e 500 professores, constatou que jovens que mantém interesse pelas artes e cultura, apresentam mais tolerância, desenvolvimento de pensamento mais rápido e facilidade para desenvolver mais habilidades.

Desde muito cedo, tudo vira objeto de investigação nas mãos dos pequenos. Por isso, é fundamental estimular a experimentação da arte nessa fase, levando-os a museus, parques, exposições e galerias. Crianças interessadas em coleções, histórias, arte e cultura têm grandes chances de tornarem-se adultos mais sensíveis e com maior senso critico. Pensando nisso, o Museu Inimá de Paula desenvolveu o projeto Arte Educação, em que oferece visitas guiadas e oficinas para turmas de estudantes.

Apoiado pela Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e com patrocínio do Banco Itaú, o projeto foi criado em 2010 e já recebeu mais de 45 mil alunos de escolas públicas e privadas.

Antes do passeio, o museu disponibiliza para o professor um material didático educativo, para que a preparação das aulas e projetos aplicados aconteça da melhor forma. No dia da visita, os grupos de até 50 pessoas são recebidos por um arte-educador que os orienta durante todo o percurso. Para as crianças, a história do artista Inimá de Paula é contada por duas atrizes de teatro, facilitando a compreensão dos alunos menores.

O Projeto oferece transporte às escolas e grupos carentes (municipais, estaduais e federais). As visitas com transporte são para, no máximo, 45 alunos por vez, respeitando os limites de segurança e capacidade do ônibus. Todos os alunos recebem lanche gratuito. Após a excursão, os jovens recebem um kit de arte (composto por régua, lápis, borracha, caixa de lápis de cor, apontador, bloco de anotações).

Para atender as demandas das diversas escolas da região, a instituição oferece turnos diferenciados. Os horários de 09h e 10h são disponibilizados às terças, quartas e sextas. Na parte da tarde, estão disponíveis os turnos da 14h e 15h30, de terça a sexta. A única opção noturna é na quinta-feira, às 19h.

A idade mínima é quatro anos. As instituições de ensino devem enviar dois acompanhantes, além de apresentar a declaração de visita devidamente preenchida.

Última semana para conferir a exposição “Trajetórias”, no Inimá de Paula

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Ainda dá tempo de visitar a exposição “Trajetórias”, em cartaz no Museu Inimá de Paula. Com curadoria de Sandra Mimoto Torres, a mostra das artistas Marinella Uxa e Valdelice Neves chega ao fim no dia 31 de maio. Com a natureza como mote, a mostra aborda a id​e​ia quântica do universo, onde os elementos primordiais, como água, ar, fogo e terra, estão presentes e muito ligados ​à​ humanidade.

O trabalho multidisciplinar de Valdelice, expresso em esculturas, pinturas, vídeo, fotomontagem e literatura, não só instiga o interlocutor, como o transporta para o ambiente amazônico. São ​obras de ninhos, casas de marimbondos flecheiros, sons da floresta amazônica, tramas urdidas na mata e muitos objetos de cores exuberantes. A pesquisa sobre o pássaro João-Congo, realizada em mais de 30 anos, apresenta, ainda, depoimentos em vídeo das populações ribeirinhas da ​região​ Amazônica, relatando os problemas ​causados pelo desmatamento​, além de apelos comoventes para a preservação da natureza. Já o trabalho de Marinella é apresentado em suas várias fases de produção. Os quadros tridimensionais da série​”​Mutações Interativas – Aliens​”​, tem um impacto visual extremo, representando nossos demônios interiores. Na série ​”​Efervescência​”, as esferas são as próprias células da vida, com desenhos que ​mesclam padrões renascentistas e indígenas. Seu elaborado sistema de arte gráfica retrata, em desenhos geométricos, os elementos da natureza e a representação de seres sobrenaturais ou elementos simbólicos.

A exposição está aberta de terça à sábado, das 10h às 18h30, quinta-feira, das 12h às 20h30 e domingo, das 12h às 18h30. A entrada é gratuita.

Museu Inimá de Paula na ArtBH

Museu Inim‡ de Paula. Exposi‹o æxodos de Sebasti‹o Salgado. Fotos de Gualter Naves

O Museu Inimá de Paula marca presença na primeira edição da feira de arte moderna e contemporânea, a ArtBH. O evento, que acontece entre os dias 23 a 26 de maio, no Minascentro, irá reunir cerca de 30 das melhores galerias do País.

Com uma média de quatro mil visitantes por mês, o Museu é conhecido internacionalmente por ser precursor do trabalho do consagrado artista mineiro. Atualmente, conta com 200 obras de Inimá expostas e em reserva técnica, além de mais de 500 livros adquiridos pelo artista ao logo de sua vida, e 300 objetos de uso pessoal, como pincéis, espátulas, câmeras, giz, dentre outros.

Coral Lírico anuncia série de apresentações no Museu Inimá de Paula

Coral Lírico

Devido ao sucesso de público em 2014, o Coral Lírico de Minas Gerais anunciou uma série de concertos no Museu Inimá de Paula, para os próximos meses. Regidas pelo maestro Lincoln Andrade, as apresentações serão realizadas nos dias 28 e 29 de abril, 5 de maio e 21 de julho, às 19h. A entrada é gratuita para todas as apresentações.

O Coral faz parte do corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado. Criado em 1979, é um dos raros grupos que possui uma programação permanente e que interpreta diversificado repertório, como motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais.

Inimá de Paula apresenta concerto da Orquestra de Câmara de Ouro Branco, no dia 24

Sob regência do maestro Charles Roussin, a Orquestra de Câmara de Ouro Branco fará única apresentação no dia 24 de abril, às 20h, no Museu Inimá de Paula. Apresentando Giovanni Martins, no oboé, Tatiana Martins e Sara Dutra, no violino, Rebeca Tavares, no contrabaixo, e Gustavo Farias, no violão, o grupo é formado por cerca de 20 alunos das oficinas de instrumentos da Casa de Música de Ouro Branco.

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A entrada para o evento é gratuita.

PROGRAMA

Orquestra de Câmara de Ouro Branco

Regência: Charles Roussin

Antonio Vivaldi – Concerto para cordas em Dó menor, RV 118

I – Allegro

II – Largo

III – Allegro

Antonio Vivaldi – Concerto para Oboé e Violino, RV 548

I – Allegro

II – Largo

III – Allegro

Oboé: Giovanni Martins

Violino: Tatiana Martins

Giovanni Bottesini – Concerto para Contrabaixo nº2 em B menor

I – Allegro moderato

II – Andante

III – Finale

Contrabaixo: Rebeca Tavares

Pablo de Sarasate – Romanza Andaluza

Violino: Sara Dutra

Radamés Gnattali – Concerto à Brasileira nº4

I – Allegro moderato

II – Lento

III – Ritmado

Violão: Gustavo Farias

Charles Roussin

Mestre e Bacharel em Regência pela UFMG, Roussin fundou as Orquestras de Câmara de Itaúna e Ouro Branco, na qual tem feito um grande trabalho de formação musical e divulgação da música erudita no estado de Minas Gerais. É diretor artístico dos Festivais “Semana da Música de Ouro Branco” e “Festival Nacional de Música de Divinópolis”. Atuou como regente titular do Coral Lírico de MG e como regente da Orquestra Sinfônica, cumprindo uma extensa programação de concertos didáticos, concertos no parque, circuitos pelo interior do estado, concertos sinfônicos e espetáculos cênicos. Em 2011, ingressou como professor efetivo na UFMG, ocupando as cadeiras de Regência Orquestral e Opera Studio.

A orquestra

Desde sua formação, em 2001, Orquestra de Câmara de Ouro Branco realiza diversos concertos em sua cidade natal e nas cidades da Estrada Real, através do projeto “Circuito Cultural”. Entre as apresentações, destaca-se a obra “A Paixão Segundo São João”, de J.S Bach, em Ouro Preto e Belo Horizonte; “A Missa em Sol Shubert”, em Mariana e Ouro Branco; “Magnificat”, de C. Ph. Emanuel Bach; e “Come, Ye Sons of Arts, away”, de Henry Purcell e “Requiem”, de W.A Mozart, com o Coro da UFMG.

Um dos objetivos da Orquestra jovem é valorizar e incentivar a composição contemporânea de música erudita. Em 2005, estreou as primeiras obras comissionadas, escritas pelos compositores Calimério Soares, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ernani Aguiar, Ronaldo Cadeu e Oiliam Lanna. A Orquestra já se apresentou com importantes solistas, como Alexandre Martins de Barros, Ariana Pedrosa, Elisa Freixo, Lílian Assumpção, Luciana Monteiro, Lúcia Alves Melo, entre outros.

Evento:

Orquestra de Câmara de Ouro Branco

Data: 24 de abril, sexta-feira.

Horário: às 20h.

Local: Museu Inimá de Paula

Classificação: Livre.

Entrada: Franca.

Augusto Fonseca apresenta “Walk me Home”, no Museu Inimá de Paula

Exposição ficará em cartaz de 23 de abril a 25 de maio

walk like an egyptian- acrilica sobre tela- 155 x 190cm- 2014- Augusto Fonseca

Os anos 1980 foram marcantes em acontecimentos políticos, sociais e culturais. Ideologias se perderam, barreiras caíram. A era industrial começava a dar lugar à era da informação. O mundo se tornou mais conectado. Essa década, algumas vezes chamada de “década perdida”, é tema do recente processo de criação de objetos e pinturas de Augusto Fonseca. Todo o trabalho do artista pode ser conferido na exposição “Walk me Home”, em cartaz no Museu Inimá de Paula, de 23 de abril a 25 de maio.

Vários elementos que fazem parte do imaginário coletivo, ligados a cultura pop, estão presentes na exposição. Os trabalhos de Augusto transportam para um passado não muito longínquo, como uma espécie de cápsula do tempo. Objetos da época são colocados e transformados em grandes comprimidos para memória, nos refrescando de possíveis amnésias provocadas pela profusão de informações do mundo contemporâneo.

Todo o processo de criação e produção das peças da exposição aconteceu em 2014. Ao todo, Augusto ficou um ano trabalhando entre pesquisas de objetos, pinturas e contextos. A ideia do tema surgiu através de um gosto pessoal do artista. “Acho que os anos 1980 tem uma temática pouco explorada nas artes plásticas. É uma paixão que tenho, sou fissurado pelo exagero da época. Então quis trabalhar sobre estas questões agora”, explica.

O trabalho, que varia entre a critica ao humor, se caracteriza, ainda, pela mistura de gêneros, como a música e o cinema. “Fui uma criança nos anos 1980. A criação do trabalho foi inspirada em afetividades que guardo desta época, repleta de personagens, personalidades e acontecimentos importantes e que fazem parte da minha formação e também de um imaginário coletivo”, diz o artista.

O artista

Augusto Fonseca é artista plástico, formado pela escola de Belas Artes da UFMG e trabalha no setor de Artes Visuais do Museu de Arte da Pampulha. Realizou diversas exposições, dentre elas: “O Falso Espelho” – Centro de Cultura SESI Mariana (2014), “Quando Penso Ter Razão” – Galeria de Arte do BDMG Cultural (2013), Jornada Solidária Estado de Minas – Museu de Artes e Ofícios – MAO (2011), “Pequeno panorama em pequenos formatos. Reflexões sobre a Pintura” – Quina Galeria (2010), “Outras Cidades Invisíveis” Galeria de arte da CEMIG (2009) e 9° Salão de Artes Visuais de Guarulhos (2009). Participou de variados projetos culturais pela Fundação Municipal de Cultura, como a comissão de seleção do programa 5º Bolsa Pampulha, comissão de organização do programa Cenamusica 2013, além de desenvolver, produzir e executar projetos expositivos e eventos relacionados à área de artes visuais do Museu de Arte da Pampulha.

Sobre o museu

O MUSEU INIMÁ DE PAULA, inaugurado em 2008 reúne em Belo Horizonte um acervo permanente dedicado ao pintor Inimá, traçando um panorama completo de sua vida e obra. São  expostas cerca de 80 obras do artista em constante rodízio, acompanhadas da remontagem de seu Atelier, Sala de Autorretratos e Galeria Virtual.

O espaço tem como objetivo não somente servir à divulgação da vida e obra do artista, mas também o de abrigar eventos culturais em geral, caracterizando-se com um local aberto a exposições de artistas, seminários, cursos, workshops e outros eventos afins. São mais de 3 mil metros quadrados totalmente restaurados e remodelados com tecnologia de ponta em segurança, iluminação, e recursos visuais únicos, que torna o Museu Inimá de Paula um pólo emissor cultural ativo e dinâmico.

O setor educativo do Museu Inimá de Paula é mantido através da Lei Federal de Incentivo a Cultura. Para esta exposição são disponibilizados quatro horários diários para visitas orientadas com arte educadores e entrega de kits. O agendamento é feito pelo (31) 3213- 4320 ou educativo@museuinimadepaula.org.br.

SERVIÇO:

WALK ME HOME – AUGUSTO FONSECA

Data: 23 de abril a 25 de maio.

Local: Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1201 –

Horários: terça, quarta, sexta e sábado: 10h às 18h30;

Quinta: 12h às 20h30;

Domingo: 12h às 18h30;

Informações: (31) 3213-4320

ENTRADA GRATUITA.

“TRAJETÓRIAS – VALDELICE NEVES E MARINELLA UXA”

De 22 de abril a 31 de maio, a exposição apresenta esculturas, pinturas, inspirados na Natureza, no Museu Inimá de Paula

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As artistas Valdelice Neves e Marinella Uxa apresentam, de 22 de abril a 31 de maio, a exposição “Trajetórias”, no Museu Inimá de Paula. Com a natureza como mote, a mostra aborda a id​e​ia quântica do universo, onde os elementos primordiais, como água, ar, fogo e terra, estão presentes e muito ligados ​à​ humanidade.

O trabalho multidisciplinar de Valdelice, expresso em esculturas, pinturas, vídeo, fotomontagem e literatura, não só instiga o interlocutor, como o transporta para o ambiente amazônico. São ​obras de ninhos, casas de marimbondos flecheiros, sons da floresta amazônica, tramas urdidas na mata e muitos objetos de cores exuberantes. A pesquisa sobre o pássaro João-Congo, realizada em mais de 30 anos, apresenta, ainda, depoimentos em vídeo das populações ribeirinhas da ​região​ Amazônica, relatando os problemas ​causados pelo desmatamento​, além de apelos comoventes para a preservação da natureza.

Já o trabalho de Marinella é apresentado em suas várias fases de produção. Os quadros tridimensionais da série​”​Mutações Interativas – Aliens​”​, tem um impacto visual extremo, representando nossos demônios interiores. Na série ​”​Efervescência​”, as esferas são as próprias células da vida, com desenhos que ​mesclam padrões renascentistas e indígenas. Seu elaborado sistema de arte gráfica retrata, em desenhos geométricos, os elementos da natureza e a representação de seres sobrenaturais ou elementos simbólicos.

“As obras propõem uma visão mais totalizante do universo, um equilíbrio vital à sobrevivência da Terra”, explica a curadora da exposição Sandra Mimoto Torres. Segundo ela, as tramas dos ninhos, os poliedros, as esculturas e os quadros inspirados no pássaro João-Congo, de Valdelice conversam de forma harmoniosa com as obras recentes de Marinella, inspiradas nos grafismos dos índios da nação Asurini do Alto Xingu.

Valdelice Neves

Bacharel em Artes Plásticas pela UEMG/Escola Guignard de Belo Horizonte e pós-graduada pela PUC/MG, especializou-se em gravura em metal, escultura contemporânea, estudo da filosofia, historia e crítica da arte. Foi selecionada e premiada em vários salões de arte contemporânea e Bienal, em exposições no Brasil e no exterior.

Marinella Uxa

Nascida na Itália, reside em Belo Horizonte desde 1951. Formada em Arquitetura, pela UFMG, freqüentou também o curso de educação artística da Escola Guignard. Iniciou, em 1994, um trabalho escultórico em papel, desenvolvendo uma técnica própria, misturando colagens, mosaicos em papel e pintura.

SERVIÇO:

TRAJETÓRIAS – VALDELICE NEVES E MARINELLA UXA

Data: 22 de abril a 31 de maio.

Local: Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1201 – Centro).

Horários: terça, quarta, sexta e sábado: 10h às 18h30;

Quinta: 12h às 20h30;

Domingo: 12h às

Informações: (31)

ENTRADA GRATUITA.