Exposição “Sobre Imagens e Cidades” de Eliane Roedel no Inimá de Paula

Vencedora de edital realizado no primeiro semestre deste ano ganha visibilidade com exposição de suas obras no Museu Inimá de Paula

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A partir do dia 05 de setembro, o público mineiro pode apreciar mais de perto o trabalho composto por 22 peças – sendo 5 gicleés (reprodução de uma obra de arte pelo método de impressão digital) – de Eliane Roedel, pintora selecionada por meio do primeiro edital para seleção de novos talentos, aberto pelo Museu Inimá de Paula no início de 2013.

De acordo com Eliane, projetos como este são canais democráticos para que artistas que não são comerciais apresentem seu trabalho para a sociedade. “O Museu traz para dentro de seu espaço pessoas desconhecidas do público, mas que possuem uma produção interessante, proporcionando para ambos uma nova proposta de cultura e entretenimento. Essas ações deveriam ser mais incentivadas, divulgadas e apoiadas”, afirma Eliane.

A mostra “Sobre imagens e cidades” – que apresenta traços de linguagem cinematográfica, closes e recortes, planos e fragmentos – traz ‘lugares’ e ‘não-lugares’ que ganham forma a partir da transformação da percepção da contemporaneidade. “Somos submetidos a um excesso de estímulos sensoriais e intelectuais tanto no trabalho quanto na rua ou em casa. A organização espacial da grande cidade moderna obriga os indivíduos a uma visão quase constante de seus semelhantes, sem, contudo, ser possível alguma reciprocidade ou comunicação. Isso é representado pelos espaços em aeroportos, metrôs, supermercados e os grandes blocos de cores neutras que utilizo. É a reprodução do sentimento de isolamento e desorientação proporcionado pelos grandes centros urbanos contemporâneos”, explica a artista salientando que, em contraponto, estarão expostos três quadros com ‘closes’ de abraços, como símbolos de lugares identificáveis, lugares de afeto.

A exposição mostra um olhar sobre a cidade, vista além de suas formas e materialidade, ou seja, enxergando através de suas pulsações, percebendo o lugar não apenas como cenário, mas personagem protagonista e interferindo significativamente no cotidiano e na vida das pessoas. Refletir sobre essas questões pode contribuir para a compreensão de uma série de perguntas, problemáticas e contradições existentes nos espaços de passagem e comunicação.

SERVIÇO

SOBRE IMAGENS E CIDADES, DE ELIANE ROEDEL

 

Local: Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1201 – Centro)

Data: 05 a 29 de setembro de 2013

Horário de funcionamento: Terça, quarta e sexta: das 10h às 19h / Quinta: das 12h às 21h / Sábado: das 10h às 19h / Domingo: 12h às 19h

Entrada gratuita

 

Informações para o público: (31) 3213 4320

https://www.museuinimadepaula.org.br/

http://www.youtube.com/user/fundacaoinima

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http://inimaeducativo.blogspot.com.br/

Exposição “O DEVIR”: Universos Paralelos Sobrepostos

Mostra do carioca Eduardo Masini chega ao Museu Inimá de Paula no dia 16/08, com fotos, vídeo e instalações

Convite para coquetel - O Devir - 15 de agosto de 2013

Tudo começou quando Eduardo Masini foi levado pelo artista plástico Carlos Vergara para registrar em fotos e vídeos a implosão e o interior do Presídio da Frei Caneca, no Rio. A partir daí, a expressão O Devir, que consolida o termo como um conceito filosófico caracterizando o movimento pelo qual as coisas se transformam, passou a ganhar espaço nas obras de Eduardo.

Dessa forma, o carioca apresenta, no Museu Inimá de Paula, em BH, o resultado do trabalho de colagem fotográfica – composto por 60 imagens do Frei Caneca e 11 de anônimos – que mesclam-se em sobreposições de pessoas  por cima de recortes das celas e demais instalações do lugar, antes de sua implosão total. Segundo Vanda Klabin, curadora da mostra, “O Devir traz diversas peças produzidas por Masini, que ativam o espaço expositivo com um silêncio vibrante por meio do registro de um contexto sociopolítico brasileiro”.

A ideia era contrapor essa realidade esquecida – que apesar das paredes quebradas, ainda guardava parte da história dos detentos, contadas a partir de objetos pessoais, como fotos, recortes de jornal e pesos de academia feitos com garrafas pet e cabo de vassouras – à vida paralela do lado de fora daqueles muros, representada por pessoas que, por motivos diversos, poderiam ter passado por lá. ”O artista vai dar um novo ritmo a esse universo anônimo de isolamento, provocando interpretações e ampliando o significado dos aspectos de uma intimidade sofrida, de um mundo esgarçado, submerso e repleto de inquietações, capturando nesse território privado, interditado, a crueza desses vestígios. Aqui estão os fragmentos de seres humanos, fios entrelaçados de uma memória acumulada de vivências”, completa Klabin.

Do presídio, saíram composições que trazem à tona a realidade de pessoas que viveram em reclusão. “Ao entrar naquele universo desconhecido, fui envolvido por uma sensação estranha. Estava vazio e destruído, e me aflorou um sentimento de abandono, que, imagino eu, devia ser o que as pessoas sentiam, enquanto pagavam suas dívidas com a sociedade. Tudo soava muito real e assustador, um pouco diferente da vida do lado de fora”, afirma Eduardo.

A exposição – que vai até o dia 08 de setembro – conta ainda com uma instalação e a exibição de um videoarte, também assinados por Masini, além de uma instalação datada de 1969, de Carlos Vergara. A obra “Empilhamentos” consiste em peças moldadas a partir de materiais como o papelão, que apresentam corpos humanos massificados, sem rostos definidos, anulando suas identidades. Essa instalação foi produzida durante os anos de Regime Militar brasileiro e representa “a visão crítica que observava com ceticismo as consequências da mercantilização da vida cotidiana numa cultura industrializada”, segundo o escritor Paulo Sérgio Duarte.

A obra “Bruno”, que faz parte da exposição, foi escolhida, recentemente, pelo curador Paulo Herkenhoff para ser adquirida pelo Museu de Arte do Rio (MAR) e entrará para o acervo da instituição em breve. A mostra tem curadoria de Vanda Klabin e produção executiva de Roberto Padilla.

 

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO “O DEVIR”, DE EDUARDO MASINI

 

Local: Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1201 – Centro)

Data: 16 de agosto a 08 de setembro de 2013

Horário de funcionamento: Terça, quarta e sexta: das 10h às 19h / Quinta: das 12h às 21h / Sábado: das 10h às 19h / Domingo: 12h às 19h

Entrada gratuita

 

Informações para o público: (31) 3213 4320

https://www.museuinimadepaula.org.br/

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Outras informações para imprensa:

benedita comunicação – (31) 3225-1197

rua aristóteles caldeira, 948 B – barroca – 30431-054 – belo horizonte – mg

 

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